quarta-feira, 18 de maio de 2011

O espírito julgador e a falta de amor ao próximo



TEMA: João 8:1-11 - A mulher flagrada em adultério

“Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: _ Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”.

Apesar desta historia estar focalizada na pobre mulher, as lições que podemos tirar não estão focalizada na mulher, mas infelizmente nos religiosos e em nós mesmos.

1- Quem eram os escribas e fariseus?
Escribas: eram assim chamados porque tinham a tarefa de copiar as Escrituras, manter o registro cuidadoso da cada obra da lei e também ensinar os preceitos da Lei.

Fariseus: vem de uma palavra hebraica que significa “separado”. Eram homens zelosos com a doutrina, mas cheios de justiça própria e se consideravam santos sem pecados: (Lucas 18:11-12)

2- O propósito principal dos escribas e fariseus:
“Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar” vs.6
Ao contrario do que possam parecer, os fariseus não estavam preocupados em condenar a mulher, mas sim o Senhor Jesus.

3- Os dois propósitos frustrados: não tiveram como acusá-lo e nem condenar a mulher:

a) A realidade do pecado pega pela própria consciência: vs. 7-9
“Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos” vs. 7 e 9

Os escribas e fariseus estavam vasculhando a vida de Jesus a fim de encontrar alguma coisa que
pudesse condená-lo, mas esqueceram de olharem para dentro de si mesmos.

b) O espírito de julgamento próprio:
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?”Tiago 4:11-12

O que podemos perceber nesta passagem é o espírito julgador e a falta de amor ao próximo.

Observação: o fato de Jesus não ter condenado a mulher, sendo que a Bíblia condena quem pratica esse tipo de pecado (1 Coríntios 6:9-10), não significa que Jesus contrariou as Escrituras, mas deu à pobre mulher uma chance de arrependimento e mudança. E isto é o que Jesus espera de todos nós com relação aos nossos pecados: “vai e não peques mais” vs. 11

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